As equipes de Nutrição e Fisioterapia do Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) promoveram, na manhã desta sexta-feira, 23 de outubro, uma programação dedicada ao cuidado integral da mulher. Com o lema “Viver em rosa: nutrir, movimentar e cuidar”, a atividade integrou as ações do Outubro Rosa e reuniu pacientes e profissionais em rodas de conversa, jogos e dança.
Antes das palestras, pacientes da unidade compartilharam suas experiências no enfrentamento da doença e ressaltaram a importância do acolhimento e da assistência oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do GHC.
A programação começou com uma roda de conversa sobre mitos e verdades da nutrição. A nutricionista da assistência clínica do GHC Laura Freitas e os residentes em nutrição do Serviço de Nutrição e Dietética do Centro de Oncologia e Hematologia Tomas Gervásio e Elisa Ferreira da Silva orientaram as participantes sobre cuidados com a alimentação. Por meio de jogos e dinâmicas, os profissionais esclareceram dúvidas sobre alimentos do cotidiano e abordaram os riscos de dietas restritivas sem respaldo científico.
“Eventos como este são fundamentais para desmistificar mitos e evitar o terrorismo nutricional durante o tratamento do câncer. A alimentação deve contribuir para o bem-estar geral da paciente, sem exclusões desnecessárias. Estar bem nutrida é essencial para atravessar o tratamento oncológico com mais saúde, equilíbrio e qualidade de vida”, ressaltou Laura Freitas.
Na sequência, as fisioterapeutas Paula Silveira e Roberta Azambuja, do Centro de Oncologia e Hematologia do GHC, conduziram uma conversa sobre saúde íntima feminina e reabilitação. As profissionais explicaram como a fisioterapia pélvica pode auxiliar na prevenção e no tratamento de alterações relacionadas à musculatura do assoalho pélvico, inclusive aquelas associadas às terapias contra o câncer.
Também foram abordados fatores que podem afetar essa musculatura, como gestação, parto, envelhecimento e menopausa, além da importância da avaliação individualizada e do acompanhamento especializado.
“Sempre existiu um tabu em relação à região pélvica por conta da associação direta com os órgãos sexuais. Hoje, estamos conseguindo desmistificar essa visão e trazer o assunto para a normalidade, incentivando que a paciente possa se olhar, se sentir, se tocar e ter um cuidado especial voltado para a sua saúde integral”, apontou Paula Silveira.
Para encerrar o encontro, os participantes foram convidados a dançar em uma atividade conduzida pelo fisioterapeuta Natanael Dahm. A iniciativa reforçou a contribuição do movimento para a saúde física e mental durante o tratamento e a recuperação.
Créditos: Gabriel Dias (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).