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19.10.2026

Ministério da Saúde acompanha pesquisa com semaglutida e ampliação de atendimentos no GHC

Visita destacou tratamento com pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e avanços na Atenção Primária, que já ultrapassou 60 mil atendimentos no terceiro turno
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Resultados preliminares sobre o uso da semaglutida foram apresentados ao secretário Proenço.
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Ele também visitou a US Conceição onde foram apresentados os resultados da extensão do horário de funcionamento dos serviços de atenção primária do GHC.
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Proenço ainda participou da vistoria de 20 ambulâncias do Samu e de duas unidades odontológicas móveis,
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Trabalhadores em momento da visitação.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, visitou o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) nesta segunda-feira, 19 de outubro, para conhecer o andamento de um estudo sobre o uso da semaglutida, substância utilizada nas chamadas canetas emagrecedoras, no tratamento de pacientes que aguardam cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolvido em parceria com o Ministério, o projeto Real-Bari prevê o acompanhamento de 250 pacientes e busca avaliar os benefícios clínicos da medicação, incluindo seu potencial para melhorar as condições de saúde e, em determinados casos, reduzir a necessidade de intervenção cirúrgica.

No Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), os resultados preliminares foram apresentados pela médica de família e comunidade Bruna Tertuliano e pela endocrinologista Kátia Elisabete Pires Souto, integrantes da equipe responsável pela pesquisa. “Estamos observando avanços muito positivos, com pacientes que apresentam redução de peso, melhora na qualidade de vida e mais disposição para as atividades do dia a dia. O tratamento também tem estimulado mudanças de hábitos, como uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios físicos. Nossa expectativa é que a semaglutida não apenas ajude a preparar os pacientes para a cirurgia bariátrica, especialmente aqueles que apresentam riscos elevados devido ao IMC, mas que, em alguns casos, a evolução seja tão significativa que o procedimento deixe de ser necessário”, destacou Kátia.

Para Proenço, a iniciativa reforça a relevância das pesquisas apoiadas pelas políticas públicas de saúde. “É importante acompanhar de perto iniciativas estimuladas pelo Ministério da Saúde, como o estudo da semaglutida. Temos excelentes resultados para apresentar em relação ao andamento do projeto, especialmente na melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, afirmou.

A diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, ressaltou o papel da produção de evidências científicas para orientar a adoção de novas tecnologias, considerando os desafios relacionados ao aumento da prevalência da obesidade e à utilização dos recursos públicos.

“É um investimento em ciência para avaliar como podemos incorporar tecnologias que tenham um impacto maior na vida das pessoas. Precisamos identificar as melhores alternativas de tratamento, tanto para que os pacientes cheguem em melhores condições clínicas à cirurgia quanto para, quando possível, evitar que precisem passar pelo procedimento. Se conseguirmos demonstrar essa possibilidade, será um grande avanço para a saúde da população”, explicou Quelen.

Além dos efeitos individuais observados nos participantes, o Real-Bari busca contribuir para uma discussão mais ampla sobre as alternativas de cuidado às pessoas com obesidade no SUS. As informações reunidas ao longo da pesquisa poderão ajudar a compreender em quais situações o medicamento oferece benefícios e como seu uso pode se integrar às estratégias de assistência aos pacientes que aguardam a cirurgia bariátrica. Como o estudo ainda está em andamento, as observações apresentadas não representam conclusões definitivas.

Mais de 60 mil atendimentos no terceiro turno

A programação também incluiu uma visita à Unidade de Saúde Conceição, onde foram apresentados os resultados da extensão do horário de funcionamento dos serviços de atenção primária do GHC. Desde a implantação do terceiro turno, em junho de 2025, as 12 unidades da instituição já realizaram mais de 60 mil atendimentos no período estendido, ampliando o acesso da população às consultas e aos demais cuidados prestados pelas equipes.

Atualmente, as unidades Conceição, Jardim Leopoldina e Parque dos Maias funcionam até as 22h, de segunda a sexta-feira, enquanto as outras nove mantêm o atendimento até as 20h. “A atenção primária é o coração do Sistema Único de Saúde. Precisamos reforçar sempre esse cuidado realizado junto aos pacientes nos territórios. Iniciativas como a ampliação do horário, com um terceiro turno até as 22h, beneficiam muito a população que trabalha e muitas vezes não consegue atendimento nos horários convencionais”, ressaltou Proenço.

Ao final da agenda, o secretário, acompanhado do diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, participou da vistoria de 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de duas unidades odontológicas móveis (UOMs), destinadas a 22 municípios do Rio Grande do Sul. Os veículos contribuirão para fortalecer a estrutura de assistência e ampliar a capacidade de atendimento do SUS nas localidades contempladas, tanto na resposta às situações de urgência quanto na oferta de serviços de saúde bucal. Também participaram da agenda a diretora de Atenção à Saúde, Rosana Reis Nothen, e o diretor administrativo e financeiro, João Constantino Pavani Motta.

Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).