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25.09.2026

GHC destaca papel das lideranças na segurança do paciente na Health Meeting Brasil 2026

Participação no último dia da feira abordou saúde digital, jornada assistencial e estratégias de gestão hospitalar
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Diretora de Atenção à Saúde do GHC, Rosana Reis Nothen participou da discussão sobre responsabilidade dos gestores na construção de uma cultura de segurança.
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Pesquisador Fernando Anschau integrou o debate “Coordenação do cuidado e jornada do paciente”.
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Já a A coordenadora de Planejamento e Licitações do GHC, Amanda Zeni, atuou como moderadora da mesa “Estratégias de aquisição: hospitais públicos, privados e filantrópicos”.

A segurança do paciente no Sistema Único de Saúde (SUS) e o papel das lideranças na qualificação da assistência estiveram entre os temas destacados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) no último dia da Health Meeting Brasil 2026, nesta quinta-feira, 24 de setembro, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. A instituição também participou de debates sobre integração de dados, redução do tempo de atendimento e gestão de suprimentos hospitalares.

A diretora de Atenção à Saúde do GHC, Rosana Reis Nothen, esteve na 6ª Jornada Internacional de Segurança do Paciente SAFETY4ME, na mesa “O gargalo da segurança: liderança, cultura e accountability”. A discussão abordou a responsabilidade dos gestores na construção de uma cultura de segurança e os desafios para transformar diretrizes e protocolos em práticas efetivas de cuidado.

Durante sua contribuição, Rosana destacou a importância do Programa Nacional de Segurança do Paciente e as dificuldades de incorporar suas diretrizes à realidade dos serviços públicos. “A experiência de gestão no SUS é de construir caminhos enquanto estamos andando, e com a segurança do paciente não é diferente. Embora o financiamento seja fundamental, a atuação das lideranças é determinante para reconhecer prioridades e direcionar os recursos disponíveis, especialmente diante de situações como a superlotação das emergências e o esgotamento dos profissionais”, ressaltou.

A diretora debateu a necessidade de fortalecer as relações e os vínculos de trabalho, apontando a rotatividade de profissionais e o absenteísmo como fatores que dificultam a continuidade dos processos assistenciais. Para ela, a qualificação dos serviços exige uma gestão presente, capaz de reconhecer as dificuldades das equipes e criar condições para que os trabalhadores participem da melhoria dos processos assistenciais. Outro ponto abordado foi o envolvimento dos próprios usuários na promoção de um cuidado mais seguro.

“Precisamos avançar na compreensão de que a segurança do paciente é um direito. Isso passa por envolver as pessoas no próprio cuidado e fortalecer uma cultura em que todos compreendam sua responsabilidade. Não é uma mudança que depende apenas de protocolos, mas das relações que construímos entre gestores, trabalhadores e usuários”, afirmou. Nesse contexto, Rosana reforçou a importância de enfrentar preconceitos que atravessam a sociedade e se manifestam nos serviços de saúde.

Integração de dados e jornada do paciente

A participação do GHC no evento ainda contou com a presença do pesquisador Fernando Anschau, no 1º Summit para Além da Interoperabilidade. Ele integrou o debate “Coordenação do cuidado e jornada do paciente”, que discutiu como a conexão das informações entre os serviços pode contribuir para a continuidade da assistência e a organização dos sistemas de saúde.

Durante sua fala, Anschau destacou o potencial das tecnologias para ampliar o acesso e a transparência no SUS, inclusive no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. Segundo ele, um dos principais desafios é reduzir o tempo percorrido pelo usuário desde a primeira consulta até a conclusão de sua necessidade assistencial, evitando esperas prolongadas e procedimentos desnecessários.

“Já temos pesquisas que mostram a satisfação dos pacientes atendidos pelo SUS. Se conseguirmos avançar na redução do tempo dessa jornada, vamos melhorar ainda mais a experiência dessas pessoas. Precisamos olhar para todo o percurso do usuário, entender onde estão os gargalos e utilizar as informações disponíveis para tornar o cuidado mais ágil e integrado”, frisou.

O pesquisador também falou do trabalho do GHC para ampliar a articulação com a rede de saúde de Porto Alegre, por meio da integração de dados da Atenção Primária e dos hospitais. “A governança das informações permite mensurar falhas que resultam em novas consultas ou na repetição de exames, além de oferecer aos gestores uma visão mais abrangente dos processos assistenciais. Isso permite evitar desperdícios, reduzir atrasos e organizar melhor os recursos, com benefícios tanto para os pacientes quanto para a gestão hospitalar”, explicou.

Planejamento e gestão de suprimentos hospitalares

A coordenadora de Planejamento e Licitações do GHC, Amanda Zeni, atuou como moderadora da mesa “Estratégias de aquisição: hospitais públicos, privados e filantrópicos”, realizada durante o 5º Encontro da Cadeia de Suprimentos da Saúde. A atividade discutiu os desafios do abastecimento hospitalar e as particularidades dos processos de aquisição em cada modelo de gestão. Amanda ressaltou que a administração dos recursos públicos envolve não apenas a realização de licitações, mas o planejamento orçamentário e a previsão das necessidades dos serviços.

“Quando falamos em compras públicas, não estamos tratando apenas de realizar uma licitação ou atender a uma demanda pontual. Existe todo um trabalho de planejamento que precisa estar alinhado às necessidades dos serviços, garantindo a disponibilidade de insumos e equipamentos e a continuidade da assistência”, destacou.

A enfermeira do GHC Leila da Maia também participou da programação, no debate “Saúde financeira para profissionais de saúde: como investir o dinheiro do plantão”, que abordou a organização das finanças pessoais e o planejamento financeiro dos trabalhadores da área.

Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).