Grupo Hospitalar Conceição ancora
logo
instagram facebook twitter youtube uptodate linkedin
23.09.2026

GHC destaca liderança feminina e preparação para o enfrentamento do ebola na Health Meeting Brasil 2026

Instituição participou de debates sobre gestão hospitalar, inovação e prevenção de infecções no primeiro dia da feira
files/img.ptg.2.1.01.41332.png
Diretora Quelen Tanize Alves da Silva (E) participou do painel “Mulheres que transformam a saúde: liderança e inovação nos hospitais gaúchos”, na Arena Inovação.
files/img.ptg.2.1.02.41332.png
Infectologista do HNSC Rafael Matiuzzi e enfermeira Micheline Dalarosa na palestra “Enfrentando o ebola: estratégias em um cenário endêmico em transformação”,
files/img.ptg.2.1.03.41332.png
Estande do GHC no evento.

A liderança feminina na gestão de hospitais, os desafios da inovação em saúde e a preparação dos serviços para o enfrentamento de doenças infecciosas marcaram a participação do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) no primeiro dia da Health Meeting Brasil 2026, nesta terça-feira, 22 de setembro, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. A programação contou com debates sobre o papel das mulheres na transformação das instituições hospitalares e sobre estratégias de controle do ebola.

A diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, participou do painel “Mulheres que transformam a saúde: liderança e inovação nos hospitais gaúchos”, realizado na Arena Inovação. O debate também reuniu representantes dos hospitais Moinhos de Vento e de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) para compartilhar experiências sobre o tema.

Durante sua fala, Quelen destacou que a participação feminina em cargos de liderança contribui para desconstruir padrões sociais e ampliar a atuação das mulheres nas decisões institucionais. “A nossa presença em espaços de alta liderança não pode acontecer apenas para cumprir cotas ou protocolos. Precisamos estar nos lugares onde as decisões são tomadas, com liberdade e autonomia para transformar as instituições e abrir caminhos para que outras ocupem esses espaços”, frisou.

Ao discutir as principais urgências de inovação na área hospitalar, Quelen apontou a gestão do trabalho como um dos maiores desafios. Segundo ela, as mudanças nas relações profissionais ainda encontram resistência nos hospitais, especialmente em razão de estruturas e protocolos consolidados ao longo do tempo. “É preciso pensar em instituições que aprendem e que se permitem transformar. Não podemos falar de inovação, pesquisa e desenvolvimento sem olhar para as relações de trabalho e para a capacidade de refletir sobre os próprios processos, reconhecendo o que precisa mudar”, afirmou.

A diretora também chamou a atenção para a persistência do machismo no ambiente profissional. “Embora nem sempre se manifeste de forma explícita, essa cultura continua impondo barreiras à atuação das mulheres, inclusive daquelas que já ocupam posições de comando. Por isso, é fundamental reconhecermos essas situações e enfrentarmos os estereótipos associados à gestão feminina”, completou.

Preparação e resposta ao ebola

A participação do GHC também se estendeu à 6ª Jornada de Controle e Prevenção de Infecções, onde foi apresentada a palestra “Enfrentando o ebola: estratégias em um cenário endêmico em transformação”, ministrada pelo infectologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) Rafael Matiuzzi, com mediação da enfermeira Micheline Dalarosa. A atividade discutiu os surtos da doença no continente africano e a preparação dos serviços de saúde para identificar e responder a possíveis casos.

O Hospital Nossa Senhora da Conceição é referência regional do Ministério da Saúde para a enfermidade, com atuação voltada ao treinamento de profissionais e ao controle e isolamento de casos suspeitos. Durante a apresentação, Matiuzzi abordou as características da doença, incluindo o vírus Bundibugyo, associado aos surtos recentes na África e para o qual ainda não há vacina ou tratamento específico licenciado. Ele explicou que a transmissão ocorre pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais após o início dos sintomas, e que o vírus pode persistir mesmo depois da recuperação.

Para aproximar a discussão da realidade hospitalar, o infectologista apresentou um cenário hipotético envolvendo a chegada inesperada de um paciente com histórico recente de viagem a Uganda e à República Democrática do Congo. Como as manifestações iniciais podem ser inespecíficas, semelhantes às de outras doenças febris, o histórico de exposição é fundamental para orientar a suspeita clínica e a adoção imediata dos protocolos de isolamento.

Embora o risco global seja considerado baixo, Matiuzzi reforçou a importância da preparação dos serviços de saúde para situações de emergência. “Precisamos manter essa preocupação também em nível nacional e local. A preparação das equipes e a existência de um plano de contingência são fundamentais para que possamos responder rapidamente diante de uma suspeita, protegendo os profissionais, os pacientes e a comunidade. O próprio GHC precisou mobilizar recentemente seus protocolos diante de um caso suspeito, posteriormente não confirmado”, afirmou.

Na mediação, Micheline Dalarosa destacou que a segurança da assistência também depende da organização e da definição das equipes que atuarão diretamente com o paciente. “Não basta ter o protocolo estabelecido. É fundamental que os profissionais estejam treinados, saibam realizar a paramentação corretamente, e que exista uma definição clara de quem vai atuar neste atendimento. Esse fluxo é essencial para garantir a segurança de todos”, ressaltou.

GHC na Health Meeting Brasil 2026

Além da participação nos painéis e nas palestras, o GHC conta com um estande na Health Meeting Brasil 2026, espaço dedicado à apresentação de projetos e iniciativas da instituição. Ao longo dos próximos dias, profissionais de diferentes áreas do Grupo estarão presentes na programação, abordando temas relacionados à assistência, à gestão e à inovação em saúde. Entre os assuntos em destaque está o Novo Complexo de Saúde Inteligente, projeto que prevê a modernização e a integração de serviços hospitalares, com ampliação da capacidade de atendimento à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em sua quarta edição, a Health Meeting Brasil/SINDIHOSPA é uma feira voltada à integração do setor da saúde, que reúne profissionais, gestores, instituições, empresas e universidades para a troca de conhecimentos e experiências. Realizado de 22 a 24 de setembro, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre, o encontro conta com congressos, palestras, espaços de exposição e atividades dedicadas à inovação, à tecnologia, à gestão e ao desenvolvimento de soluções para a área da saúde.

Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).