O núcleo do Hospital Geral de Bonsucesso da Rede GHC de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam) iniciou as atividades do seu plano de educação permanente. A iniciativa tem como objetivo qualificar continuamente os profissionais da assistência para a identificação, notificação, acolhimento, tratamento e encaminhamento adequado das mulheres atendidas pelo hospital, fortalecendo a integração entre os diferentes serviços que compõem a rede de proteção.
Os treinamentos estão organizados em fases e, neste primeiro momento, os profissionais da emergência foram priorizados. A primeira etapa tem como foco apresentar a atuação do núcleo da Re-Humam no HGB, além de divulgar o Protocolo Lilás e o protocolo da própria Re-Humam. Após a conclusão das atividades com as equipes da emergência, a capacitação será ampliada para os profissionais do Prédio 2. A proposta é garantir que cada vez mais trabalhadores estejam preparados para reconhecer situações de violência e oferecer uma assistência qualificada e humanizada.
“A mulher vítima de violência, muitas vezes, não vai à delegacia, não procura a Justiça, mas vai ao hospital. Por isso, é importante treinarmos nossas equipes de assistência para impedir que essa mulher saia do nosso hospital do mesmo modo em que entrou e o ciclo se repita”, explica Maria Fernanda Rosa dos Santos, coordenadora do núcleo Bonsucesso da Re-Humam.
Na segunda fase do plano, estão previstas oficinas, palestras e aulas práticas sobre os procedimentos de atendimento, preenchimento de formulários e registro de dados, além do aprofundamento de conceitos essenciais relacionados à violência contra meninas e mulheres. “A segunda fase do plano de educação será iniciada com os psicólogos e assistentes sociais. Nosso trabalho é permanente e teremos ciclos contínuos de treinamentos”, afirma Fernanda.
A iniciativa reforça uma das premissas fundamentais do Sistema Único de Saúde: a saúde não se limita ao tratamento de doenças, mas envolve cuidado integral, acolhimento, prevenção e proteção da população. Ao preparar suas equipes para reconhecer esses sinais e realizar os encaminhamentos necessários, o HGB contribui para que a saúde pública cumpra também seu papel na garantia de direitos, na proteção da vida e na construção de uma assistência cada vez mais integral, humanizada e articulada com a rede de proteção social.
Créditos: Comunicação Social HGB/GHC