A praça do Hospital Geral de Bonsucesso voltou a receber, no dia 2 de setembro, a Feira Agroecológica, iniciativa que aproxima agricultores da região do Rio de Janeiro de trabalhadores, usuários e acompanhantes do hospital.
Além de oferecer alimentos e produtos da agricultura familiar e agroecológica, a edição deste mês ganhou um novo significado: o espaço também se consolidou como ponto de encontro, troca de conhecimentos e diálogo entre o hospital e a sociedade civil.
A programação de setembro teve a participação de organizações ligadas à agricultura urbana e à agroecologia. Entre elas, esteve a Capina, associação civil sem fins lucrativos que qualifica iniciativas econômicas populares, que apresentou um projeto voltado para um grupo de 25 famílias agricultoras. O encontro serviu para apresentar a proposta, ouvir os participantes e levantar as necessidades do grupo.
De acordo com Ana Gabriela Araújo, integrante da Rede Carioca de Agricultura Urbana e da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro, a utilização da feira como espaço para rodas de conversa é uma estratégia para ampliar a circulação de informações e fortalecer a articulação entre os diferentes grupos envolvidos. “A gente tem pedido para que as rodas de conversa sejam aqui e, com isso, fomentado esses assuntos e a circulação da informação. É uma comunicação direta com o SUS e com a sociedade civil”, explica Ana Gabriela.
A iniciativa também contou com a participação de profissionais do próprio hospital. Nutricionistas do HGB aproveitaram a realização da feira para promover uma conversa com o público, aproximando os temas relacionados à alimentação e à saúde das pessoas que circulam diariamente pelo complexo hospitalar.
A Feira Agroecológica é construída em parceria entre organizações da agricultura familiar e o Hospital Geral de Bonsucesso, fortalecendo uma proposta que integra alimentação saudável, agricultura familiar, participação social e promoção da saúde.
Mais do que um espaço para comprar alimentos produzidos por agricultores da região, a feira se transforma, assim, em um território de convivência e construção coletiva dentro do HGB.
Créditos: Comunicação Social HGB/GHC