A Escola GHC realizou, na sexta-feira, 28 de agosto, a aula inaugural do Curso de Especialização em Comunicação e Saúde Pública. Desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), a especialização busca qualificar profissionais para a atuação em comunicação, alinhada às demandas contemporâneas do SUS.
A atividade teve como tema “História das políticas públicas de saúde” e foi conduzida pelo médico emergencista e professor Rafael Cerva Melo. A exposição apresentou aspectos da trajetória da saúde pública brasileira e os processos históricos e políticos que contribuíram para a construção do SUS.
Em sua fala, o professor destacou que compreender essa trajetória é especialmente importante diante das mudanças na forma como a população acessa e consome informações. “Essa discussão é fundamental porque a comunicação em saúde, no campo das políticas públicas, é um dos grandes desafios da atualidade, principalmente diante da internet. Conhecer a trajetória da saúde pública ajuda também a compreender o cenário que encontramos hoje”, destacou.
Durante a aula, também foram abordados temas como preventivismo, medicina comunitária, organização dos fluxos assistenciais, saúde pública e saúde coletiva. A Reforma Sanitária Brasileira foi apresentada a partir de sua dimensão social, histórica e política, em uma reflexão sobre os avanços, os desafios e as potencialidades do SUS no país.
A coordenadora do curso, Lívia Ramalho, ressaltou a relação entre comunicação e fortalecimento do sistema público de saúde. “Este curso é resultado de uma construção coletiva, feita por muitas mãos comprometidas com a qualificação do SUS. A proposta parte do entendimento de que a comunicação é estratégica para a saúde pública, especialmente diante de questões relacionadas ao acesso à informação, à desinformação e às novas formas de circulação de conteúdos”, afirmou.
Comunicação como dimensão estratégica do SUS
A Especialização em Comunicação e Saúde Pública foi estruturada para formar profissionais capazes de planejar, executar e avaliar estratégias de maneira crítica, ética e inovadora, articuladas aos princípios do SUS, às características dos territórios e às transformações dos ambientes digitais.
O percurso reúne fundamentos da saúde coletiva, do direito à informação e das políticas públicas com temas contemporâneos, como desinformação, infodemia, plataformas digitais e uso de inteligência artificial. Entre os objetivos está preparar os participantes para atuarem diante de fenômenos que interferem no acesso da população a informações confiáveis e na relação entre serviços, profissionais e sociedade.
Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).