Experiências desenvolvidas na rede do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e políticas públicas voltadas à promoção do aleitamento materno foram tema do evento “Agosto Dourado 2026 – Fortalecendo práticas que funcionam: amamentação e sustentabilidade”, realizado nessa terça-feira, 18 de agosto. Promovida pelo Grupo de Incentivo à Amamentação (Giame), a atividade reuniu profissionais dos hospitais Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e Criança Conceição (HCC).
A abertura do evento contou com a exibição de um vídeo institucional sobre a amamentação como parte de um começo de vida sustentável. A coordenadora do Giame e da Enfermagem da Linha de Cuidado Mãe-Bebê do HNSC, Dinara Dornfeld, destacou que a proposta do encontro foi compartilhar formas exitosas e ampliar a compreensão sobre o papel da rede de apoio.
“O tema deste ano nos convida a olhar para experiências que já fazem parte da rotina dos serviços e que ajudam a criar condições mais seguras e acolhedoras para mães e bebês. Isso envolve profissionais, famílias, serviços de saúde e políticas públicas. O aleitamento não pode ser entendido como uma responsabilidade exclusiva da mulher, mas como um processo que depende de uma rede de suporte”, afirmou Dinara.
O primeiro debate tratou do impacto dos Hospitais Amigos da Criança na comunidade, com destaque para o acompanhamento e o aconselhamento das gestantes e para o papel do pré-natal na preparação para a amamentação. A abordagem antecipada do tema permite oferecer informações, esclarecer dúvidas e orientar as mulheres antes mesmo do nascimento do bebê. Participaram Dinara Dornfeld, pela Linha de Cuidado Mãe-Bebê do HNSC, e Tatiane Fernandes Trindade, do Ambulatório de Pré-Natal de Risco do hospital.
Na sequência, metodologias voltadas ao cuidado neonatal mostraram diferentes estratégias para favorecer o aleitamento e o bem-estar de recém-nascidos que necessitam de atenção especializada. Cátia Rejane Soares de Soares, da UTI Neonatal do HCC, apresentou a colostroterapia, prática que possibilita o contato precoce do bebê com o colostro em situações específicas. Karen Fabiana Chagas Soares, da Unidade Neonatal da Linha de Cuidado Mãe-Bebê do HNSC, tratou da mamanalgesia, que utiliza a amamentação como recurso de conforto e redução da dor durante determinados procedimentos realizados nos bebês.
Outro eixo foi o papel dos Bancos de Leite Humano, que atuam tanto no incentivo e suporte ao aleitamento quanto na coleta, processamento e oferta de leite humano aos bebês que precisam recebê-lo. Ângela Beatriz Feix Pilz Arnt, da Coordenação do Banco de Leite Humano do Hospital Fêmina, apresentou aspectos relacionados ao serviço e à doação de leite. Clarissa de Souza Moraes, do Posto de Coleta de Leite Humano do HCC, abordou a organização dos espaços e os protocolos de segurança alimentar envolvidos nesse processo.
No encerramento, os desafios da amamentação na prematuridade colocaram em pauta as dificuldades enfrentadas quando o nascimento ocorre antes do tempo previsto e o bebê necessita de internação e cuidados intensivos. Bianca Ferreira Onofre e Letícia Wolff Garcez, da UTI Neonatal do HCC, compartilharam experiências relacionadas à prematuridade extrema e à construção gradual do aleitamento nesse contexto, que pode envolver desde a oferta de leite humano por outras vias até a aproximação progressiva entre mãe e bebê.
Créditos: Gabriel Amaral (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).