Grupo Hospitalar Conceição ancora
logo
instagram facebook twitter youtube uptodate linkedin
14.08.2026

Não é amor. É violência: GHC instala Banco Vermelho para reforçar combate à violência contra a mulher

Inauguração ocorreu no imóvel que abriga o Ambulatório de Identidade de Gênero (Amig) e o Núcleo de Abordagem Familiar (NAF)
files/img.ptg.2.1.01.40901.png
Instalação do Banco Vermelho é uma das iniciativas do calendário do GHC no Agosto Lilás.
files/img.ptg.2.1.02.40901.png
Equipes do Amig e do Naf.
files/img.ptg.2.1.03.40901.png
Banco simboliza enfrentamento à violência contras as mulheres.

“Se dói, se oprime, se assusta, não é amor. É violência.” Essas são as frases fixadas no 11º Banco Vermelho inaugurado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC). O ato simbólico ocorreu na tarde dessa quinta-feira, 13 de agosto, na sede do Ambulatório de Identidade de Gênero (Amig) e do Núcleo de Abordagem Familiar (NAF), em Porto Alegre.

A instalação do Banco Vermelho é uma das iniciativas do calendário do GHC no Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência contra a mulher. Outros 11 equipamentos com a mesma temática serão instalados em centros de saúde administrados pela instituição.

O equipamento foi colocado na entrada do Amig, um serviço do GHC dedicado ao atendimento de pessoas trans, travestis e não binárias, iniciado em 2020. Ele funciona como um complemento do atendimento da Atenção Primária à Saúde e mantém uma equipe multidisciplinar para atender os pacientes.

“Precisamos enfrentar, capacitar e mostrar que aqui é um local onde é possível buscar ajuda. A população que atendemos está sujeita a diferentes formas de violência. Além disso, há um número grande de feminicídios de mulheres trans. No ambulatório temos condições de referenciar essas pessoas para a rede de serviços e de proteção à mulher existentes em Porto Alegre”, disse Silvia Regina Ramão, psicóloga do Amig.

O Banco Vermelho também simboliza a participação do NAF no combate à violência contra mulheres. O serviço, dedicado ao atendimento sistêmico de famílias, casais e indivíduos em situação de crise, divide o imóvel com o Amig na Rua Gaston Englert, na Vila Ipiranga, próximo ao complexo do GHC.

“Em muitos casos, a mulher vítima de violência não sabe onde buscar apoio imediato. Assim, ter um símbolo visual assegura que este é um lugar de escuta sigilosa e sem julgamentos. O feminicídio é o ponto final de uma história de anos de sofrimento, que começa com violência verbal, psicológica, patrimonial e contra os filhos. É uma campanha que precisamos difundir para diminuir essa escalada que vemos diariamente na imprensa”, comentou durante o ato Suelen Modesto da Silva, terapeuta ocupacional do NAF.

Também participaram da cerimônia Débora Abel, coordenadora do projeto Re-Humam, serviço do GHC dedicado ao atendimento de mulheres vítimas de violência, e Gerusa Bittencourt, gerente de Atenção Primária à Saúde da instituição.

Créditos: Vinicius Coimbra (Texto). João Gabriel Lopes (Fotos).