O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) tem uma nova ferramenta para qualificar o atendimento ao paciente: a NoHarm, uma plataforma de inteligência artificial que otimiza a rotina de hospitais, direcionada à atuação da farmácia clínica. A tecnologia foi um dos destaques do evento “Saúde Digital: apresentação de ferramentas para uso assistencial no GHC”, ocorrido no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, dia 16 de julho. Profissionais da instituição, convidados e especialistas participaram da atividade.
Cofundadora da NoHarm, Ana Helena Ulbrich foi farmacêutica do GHC durante 10 anos. A partir do aprendizado na rotina hospitalar, ela criou a ferramenta para otimizar o trabalho de triagem da dispensação de medicamentos. Por conta da plataforma, a empreendedora foi citada, em 2025, entre as 100 pessoas mais influentes no mundo da inteligência artificial pela Time, revista dos Estados Unidos.
“A NoHarm identifica prescrições fora do padrão, por meio de um algoritmo que analisa prescrições anteriores. Ela se adapta à realidade de cada hospital e indica se algo tem risco de ser um erro. É um grande ganho em termos de segurança dos pacientes e otimização do trabalho”, explica a especialista, que contou com a ajuda do GHC no desenvolvimento da inteligência artificial.
Segundo Ana Helena, a tecnologia não substituirá o trabalho das equipes: o objetivo é ter uma ferramenta auxiliar na tomada de decisões e agilizar as rotinas. A NoHarm já foi implementada na instituição, que agora treina as equipes para o uso. O início do funcionamento está previsto para os próximos dias.
O evento também detalhou como tem sido a atuação do GHC na implementação de ferramentas tecnológicas, na digitalização de processos e na adequação às novas inteligências artificiais. Entre os trabalhos da instituição, foi apresentada uma estratégia de comunicação com pacientes pelo WhatsApp, que inclui agendamento de exames e lembretes de consultas via mensagens.
A programação contou ainda com a participação de Wagner Dorneles, que atuou na implementação de ferramentas de IA na Santa Casa de Porto Alegre. O especialista falou sobre como a tecnologia tem sido utilizada no diagnóstico de doenças e usos específicos de inteligências artificiais, como plataformas para criação de escalas de trabalho, prontuários eletrônicos e processos administrativos.
Também participaram do evento Gilberto Barichello, diretor-presidente do GHC; Rosana Reis Nothen, diretora de Atenção à Saúde; Quelen Tanize Alves da Silva, diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação; João Constantino Pavani Motta, diretor Administrativo e Financeiro; André Carvalho, diretor de Gestão Interfederativa e Participativa do Ministério da Saúde (MS); e Maria Celeste Silva, superintendente do MS no Rio Grande do Sul.
Créditos: Fotos: João Gabriel Lopes