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23.07.2026

Em alusão ao Julho Amarelo, GHC realiza ciclo de palestras para capacitar e orientar equipes sobre hepatites virais

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A programação abordou aspectos relacionados à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento das hepatites virais.
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A atividade reuniu profissionais da instituição no auditório do Centro de Oncologia e Hematologia do GHC
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As apresentações trataram de temas como formas de transmissão, prevenção, vacinação e testagem.

Na última sexta-feira (17), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou um ciclo de palestras para capacitar e orientar trabalhadores da saúde sobre riscos, cuidados, testagens e tratamento das hepatites virais. A conversa foi organizada em torno do Julho Amarelo, uma campanha nacional de conscientização, prevenção e diagnóstico precoce dessas doenças.

O amarelo remete à icterícia, sinal característico da condição, e o movimento centraliza as ações no Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O evento ocorreu no auditório do Centro de Oncologia e Hematologia e teve a participação de profissionais da instituição.

André Luiz Machado, coordenador do Serviço de Infectologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), destacou que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais no combate às hepatites virais. No entanto, a detecção ágil é um desafio: a extensa janela imunológica dos exames pode mascarar resultados de testes rápidos se feitos logo após a exposição. Assim, para barrar a transmissão e evitar danos hepáticos, o rastreio e a imunização devem ser constantes.

"Quanto antes ocorrerem o diagnóstico e o tratamento, menor será o dano para o fígado do paciente e mais rápido ele terá alta para liberar uma vaga a outros usuários do SUS que precisam do mesmo serviço", resumiu o infectologista.

Além disso, Machado lembrou que o sistema público de saúde oferece tratamento integral, que vai de testes a acompanhamento periódico por equipes especializadas. Ele também acrescentou que a hepatite B conta com um esquema de imunização de três doses garantido pelo SUS desde o nascimento.

"São vacinas seguras, eficazes e gratuitas, que já estão consolidadas no Programa Nacional de Imunização e que devem ser aplicadas em todas as crianças que nascem em qualquer maternidade do Brasil. É uma estratégia que garante uma proteção superior a 95%”, comentou.

Já Georges Peres de Oliveira, coordenador de enfermagem da Gerência de Atenção Primária à Saúde (Gaps), relatou que um dos maiores empecilhos ao controle do vírus é a transmissão via relações sexuais, já que as hepatites são também Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). É comum, segundo ele, que o momento do teste seja acompanhado de ansiedade por parte do paciente, transformando uma coleta em uma oportunidade para a educação em saúde e para o esclarecimento sobre riscos e prevenção.

"O momento do aconselhamento exige empatia e total ausência de juízo de valores. Quando o paciente chega desesperado, ele está aberto para conversar e expor suas questões íntimas. Essa é a nossa melhor oportunidade para transmitir mensagens claras sobre saúde e construir um vínculo de confiança entre equipe e paciente", disse.

A conversa contou ainda com uma apresentação de Maristela da Silva, enfermeira e integrante da ONG VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes, que abordou os tipos de hepatite, o cenário atual no Estado, formas de transmissão, prevenção e tratamento. Desireé Lemos Thomé, enfermeira do ambulatório de infectologia do HNSC, detalhou como são feitos os testes rápidos para hepatites virais e a atuação do hospital.

O evento também teve a participação de Gerusa Bittencourt, gerente de Atenção Primária à Saúde do GHC, e de João Constantino Pavani Motta, diretor administrativo e financeiro da instituição.

Créditos: Vinicius Coimbra (texto). João Gabriel Lopes (fotos).