Na tarde do dia 16 de julho, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou evento alusivo ao Julho Roxo, que é uma campanha nacional de conscientização sobre o câncer de bexiga. O evento contou com palestras que iam desde explicações sobre o surgimento do câncer de bexiga e os caminhos para o seu tratamento, até os direitos sociais dos pacientes portadores do câncer de bexiga. O objetivo principal foi promover a conscientização e o diálogo sobre o câncer de bexiga, quebrando estigmas sobre a doença.
Durante o evento, dados sobre o cenário oncológico no Brasil foram apresentados com base em um documento elaborado em conjunto pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e pelo Ministério da Saúde. As projeções para o triênio de 2026 a 2028 apontam que o diagnóstico de câncer segue em crescimento no país.
De acordo com as enfermeiras palestrantes Natascha Medeiros e Amanda Nornberg, os cânceres têm assumido uma relevância cada vez maior, a ponto de poderem se tornar a principal causa de morte por doença já no próximo ano, dividindo o topo desse ranking com as doenças cardiovasculares.
O Câncer de Bexiga em Números
O foco da campanha do Julho Roxo ganhou destaque com a apresentação das estatísticas específicas sobre o câncer de bexiga. Globalmente, dados de 2022 apontam que a doença ocupa a 9ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes no mundo. No Brasil, o impacto também é severo, apenas em 2023, foram registrados mais de 5.000 óbitos por conta do câncer de bexiga no país.
A incidência varia de acordo com o gênero e a região:
No Brasil: entre os homens, o câncer de bexiga aparece logo após os tumores de próstata, cólon e reto, traqueia/brônquios/pulmão, estômago e cavidade oral. Embora seja mais frequente no público masculino, as mulheres também são afetadas, figurando em posições mais abaixo na tabela feminina.
No Sul do Brasil: a doença ocupa a 7ª posição em incidência entre os homens e a 15ª posição entre as mulheres.
De acordo com o INCA, o principal fator de risco para o câncer de bexiga é o tabagismo. A prática está associada à doença em 50% a 70% dos casos. Assim, o risco de desenvolver essa doença entre os fumantes é duas a seis vezes maior em comparação aos não fumantes.
Créditos: João Pedro Cardoso (texto e foto).