O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou, na última sexta-feira (10), o Simpósio de Inovação e Consolidação no Futuro do SUS. Promovido pela Gerência de Projetos, o encontro detalhou o modelo previsto para o Novo Complexo de Saúde Inteligente da instituição e abordou estratégias para incorporação tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O novo complexo deve integrar os hospitais Fêmina, Criança Conceição, Cristo Redentor e o Centro Obstétrico do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Entre as prioridades estão a atenção à saúde da mulher, o cuidado materno-infantil, a infância, a adolescência e o cuidado especializado. O planejamento contempla emergências especializadas, Unidades de Terapia Intensiva e blocos cirúrgicos modernos, hospital-dia, ambulatórios, unidade de reprodução humana, banco de leite humano, medicina fetal e Casa da Gestante, Bebê e Puérpera.
Entre as tecnologias apresentadas estão dispositivos para acompanhamento de sinais vitais, camas hospitalares capazes de aferir o peso do paciente e sistemas que transmitem registros clínicos em tempo real. Ferramentas de inteligência artificial também poderão contribuir para padronizar processos, reduzir erros e custos operacionais e apoiar diagnósticos mais rápidos e precisos, conforme critérios de segurança e regulação sanitária.
Conexão da rede
Na programação da manhã, a diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento do SUS, Aline Costa, falou sobre a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão.
Nessa primeira fase, estão previstos 62 leitos distribuídos em sete hospitais estratégicos. No GHC, a implantação inicial contempla dez leitos de UTI inteligente. A proposta também inclui a conexão com o atendimento pré-hospitalar, permitindo a transmissão de dados entre ambulâncias do Samu, centrais de regulação e equipes hospitalares.
Parcerias Público-Privadas em discussão
Durante a tarde, a mesa sobre inovação e infraestrutura abordou a organização de propostas de grande porte na saúde pública, a partir dos exemplos desenvolvidos pelo GHC e por outras instituições. Foram apresentados os caminhos para transformar necessidades assistenciais em projetos técnicos, incluindo a definição do modelo de atendimento, o dimensionamento do espaço físico, a estimativa de investimentos e o planejamento da operação dos serviços.
Também foram discutidos modelos de contratação e financiamento, além do funcionamento das Parcerias Público-Privadas (PPPs). A programação tratou dos estudos necessários para a elaboração dessas iniciativas, da distribuição de responsabilidades entre os setores público e privado e dos mecanismos de acompanhamento dos contratos. No caso do Novo Complexo de Saúde Inteligente do GHC, a PPP é uma das alternativas consideradas para viabilizar a implantação, mantendo o cuidado sob responsabilidade pública.
Participaram da atividade Mara Clécia Souza, da Casa Civil da Presidência da República; Gustavo Nonato, do BNDES; André Tadeu de Sá, do Instituto Nacional de Câncer; Juliano Milani, da Gerência de Projetos do GHC; e Eduardo Kaplan Barbosa, do Ministério da Saúde.
A programação também contou com a presença do diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, da diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva; da diretora de Atenção à Saúde, Rosana Reis Nothen; e do diretor de Administração e Finanças, João Motta, gerente de Projetos do GHC, Jorge Branco, além de outros gerentes, coordenadores e demais colaboradores da instituição. A realização do simpósio teve o apoio da Escola GHC, da Gerência de Comunicação e do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC).
Créditos: Gabriel Amaral (texto). Arthur Vargas (fotos).