A sabedoria, a alegria e a soberania andam de mãos dadas no 17º Congresso Internacional da Rede Unida, que ocorre em São Luís, de 21 a 26 de junho, na Universidade Estadual do Maranhão. Com mais de 3.600 participantes presenciais do Brasil e de países como Itália, Argentina, Chile, Colômbia, México, Canadá, Mianmar e Espanha, o evento debate as interfaces da saúde com os ritmos da docência, do trabalho, da cultura e da participação, a partir da riqueza do som da matraca, instrumento típico da região. Dos 4.100 trabalhos inscritos, 60 estão sendo apresentados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), com a participação de cerca de 30 trabalhadoras e trabalhadores. Na solenidade de abertura, o gerente de Administração do Hospital Criança Conceição, Diego Kurtz, representando a Diretoria-Executiva do GHC, destacou a importância desses elementos na formulação de políticas de saúde cada vez mais humanizadas e inclusivas. Aliás, tais elementos nortearam também as apresentações realizadas pelos profissionais da instituição.
Para o gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, Alcindo Ferla, o período das festas juninas em São Luís é o cenário perfeito para os debates, porque, além de fortalecer os princípios norteadores da Rede Unida, dialoga com as expressões mais genuínas da cultura popular. Para ele, fortalecer o SUS significa também fortalecer a arte, a educação e a democracia. Além dos trabalhos, o GHC tem um estande no congresso, com exposição de materiais institucionais e de educação e prevenção em saúde.
Embora não estejam presencialmente no evento, o diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, e a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação, Quelen Tanize Alves da Silva, mandaram mensagens de saudação aos participantes. Barichello salientou a importância da Rede Unida na formação e na formulação de políticas públicas de Saúde. “O Congresso da Rede Unida é um espaço imprescindível para o intercâmbio de sabedorias e experiências e traz uma contribuição inestimável para o fortalecimento do SUS, da democracia e da soberania”, complementa. Na mesma linha, Quelen destacou que nunca foi tão necessário pensar e defender a soberania do nosso país. “Precisamos assegurar a sustentabilidade dos nossos processos com saberes que não são apenas da academia, mas também populares, para construir o que a gente chama de saúde coletiva”, ressaltou.
Créditos: Kátia Reichow.