“Sentar e refletir, levantar e agir”. Com esse convite à comunidade, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) inaugurou, no dia 15 de junho, um novo Banco Vermelho em uma unidade de saúde, desta vez na US Coinma. A iniciativa foi promovida pela Gerência de Atenção Primária à Saúde (GAPS) e pela Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam), com o objetivo de ampliar as ações de conscientização sobre a violência contra as mulheres e o combate às violências baseadas em gênero.
Estiveram presentes a gerente de Atenção Primária à Saúde do GHC, Gerusa Bittencourt, a coordenadora da Re-Humam, Débora Abel, a assistente de coordenação da US Coinma, Ruth Bianchi, e, representando a diretora de Atenção à Saúde do FGHC, Rosana Nothen, Angelise Martins.
Durante o evento, Débora Abel destacou que os serviços de saúde ocupam uma posição estratégica na identificação e no acolhimento de mulheres em situação de violência, já que muitas delas procuram atendimento antes mesmo de formalizar denúncias. Segundo ela, o crescimento dos casos exige mobilização coletiva e atenção permanente da sociedade. “A maioria das violências é a violência doméstica, aquela praticada por alguém com quem a mulher convive e mantém vínculos afetivos. Por isso, é tão importante que a comunidade não se omita e denuncie quando perceber situações de violência. Muitas vezes, essa atitude pode salvar uma vida”, afirmou.
Ao falar sobre o cenário atual da violência de gênero no país, Gerusa Bittencourt ressaltou a necessidade de ampliar o debate e fortalecer as redes de apoio às mulheres. Para ela, iniciativas como o Banco Vermelho ajudam a manter o tema em evidência e estimulam a reflexão da sociedade. “A gente vive um momento bem crítico. É direito das mulheres estarem vivas”, destacou.
O Banco Vermelho
Inspirado em uma campanha internacional de conscientização, o Banco Vermelho é uma intervenção urbana que utiliza a cor vermelha como símbolo das vidas interrompidas pelo feminicídio e age como um alerta para a urgência do enfrentamento à violência de gênero. Instalado em espaços de circulação da comunidade, o equipamento busca provocar reflexão, estimular o diálogo e divulgar os serviços de apoio disponíveis para mulheres em situação de violência.
Créditos: Rafael Macchi.