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15.05.2026 SIMULADO

Hospital Cristo Redentor realiza simulado de atendimento a múltiplas vítimas

Exercício, que reproduziu o desabamento de uma marquise em uma casa de festas, teve como objetivo testar a capacidade de resposta do hospital em uma ocorrência extrema
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Atividade simulou atendimento a vítimas de acidente com desabamento de marquise.
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Profissionais dos diferentes serviços do hospital foram envolvidos.
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As vítimas foram interpretadas por alunos da UFCSPA.
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Maquiagens de simulação de ferimentos foram feitas pelos alunos antes da ação.
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Gerente de Internação do HCR, Fernanda Zanoto, simula atendimento a familiares das vítimas fictícias.

O Hospital Cristo Redentor (HCR) realizou, na manhã desta sexta-feira (15), um simulado de atendimento a múltiplas vítimas. A atividade mobilizou diferentes setores da instituição para testar a capacidade de resposta da instituição diante de um cenário de grande magnitude. A iniciativa envolveu cerca de 90 estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), além de profissionais de praticamente todas as áreas da unidade e agentes externos.

O exercício simulou um acidente em que houve desabamento de uma marquise em uma casa de festas, com 31 pessoas atingidas. Entre os feridos, havia inclusive um estrangeiro que se comunicava apenas em inglês. Cada paciente contava com um “sombra”, responsável por acompanhar a evolução do caso e fornecer informações específicas sobre o perfil e as condições clínicas da vítima. O treinamento também contou com estudantes simulando familiares e profissionais de imprensa, para ampliar o realismo da ação e reproduzir as diferentes demandas que surgem em cenários críticos.

Para a gerente de internação do HCR, Fernanda Zanoto Kraemer, o principal objetivo é preparar toda a instituição para responder de forma organizada e eficiente diante de um evento extremo. “Casos com múltiplas vítimas mudam completamente o contexto de atuação do hospital. Não impactam apenas a emergência, mas toda a estrutura institucional. Por isso, buscamos trabalhar com o maior realismo possível, simulando intercorrências, pressão emocional e a imprevisibilidade dessas ocorrências”, destacou.

Referência em traumatologia de emergência, o Hospital Cristo Redentor tem estrutura e profissionais preparados para o atendimento diário de casos graves e de alta complexidade. No entanto, a maior parte dos atendimentos ocorre com um número reduzido de pacientes simultaneamente. “Situações de grande escala exigem uma dinâmica diferente de atuação, com reorganização de fluxos, redefinição de prioridades e integração ainda maior entre equipes e setores do hospital. Por isso, é fundamental realizarmos esses exercícios periodicamente”, completou Fernanda.

Uma das coordenadoras da iniciativa, a professora da UFCSPA Karen Viegas destacou que o simulado também tem papel fundamental na formação dos futuros profissionais de saúde. “É uma oportunidade importante para os alunos vivenciarem uma experiência muito próxima da realidade dentro de um hospital referência em traumatologia. Eles conseguem compreender que um evento desse porte vai muito além do atendimento médico, envolve comunicação, segurança, acolhimento, logística e trabalho em equipe”, afirmou.


Processos, segurança e resposta institucional

Entre os principais pontos observados durante o exercício estiveram os fluxos de entrada e encaminhamento dos feridos, além do acolhimento e do retorno de informações aos familiares e acompanhantes, aspectos considerados fundamentais em ocorrências com grande número de pacientes.
A enfermeira da emergência Dioneia Lucia Moreira explica que esse tipo de iniciativa ajuda a aprimorar a organização da assistência e a capacidade de resposta dos times. “Em cenários com múltiplas vítimas, cada minuto faz diferença. Precisamos garantir agilidade sem perder a organização e a segurança do atendimento. Os simulados permitem identificar ajustes necessários e fortalecer os processos de trabalho, caso tenhamos de encarar contextos como esse”, ressaltou.
O médico emergencista Fernando Sebben reforça que o treinamento contínuo é essencial para manter a equipe preparada. “O hospital já tem experiência consolidada em trauma, mas situações com múltiplas pessoas atingidas exigem uma lógica diferente de atuação. Precisamos treinar constantemente para que todos saibam exatamente como agir em um cenário extremo”, afirmou.
Além das equipes assistenciais, a segurança do hospital teve papel estratégico no exercício. O chefe da equipe de segurança do HCR, Thiago de Freitas, acompanhou a organização dos fluxos de circulação durante a atividade.


Preparação constante

A ação seguiu o Plano de Contingência de Atendimento a Múltiplas Vítimas do HCR, desenvolvido desde a Copa do Mundo de 2014 e atualizado continuamente a partir das experiências acumuladas ao longo dos anos. Nos últimos dois anos, o simulado foi realizado no período noturno. Desta vez, a simulação ocorreu pela manhã. A alternância entre os turnos faz parte da organização, justamente para que as equipes estejam preparadas para diferentes cenários operacionais.
Pela primeira vez, a Brigada Militar foi convidada para acompanhar o exercício. A expectativa é que, nas próximas edições, a corporação participe ativamente da simulação, assim como a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e profissionais da imprensa.

Também presenciaram a atividade o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Gilberto Barichello, o diretor administrativo e financeiro, João Motta, a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação, Quelen Tanize Alves da Silva, a diretora de Atenção à Saúde, Rosana Reis Nothen, e demais gerentes do GHC.

Créditos: Gabriel Amaral (texto). Chico Lisboa (fotos).