Desde fevereiro de 2026, o Hospital Federal de Bonsucesso conta com o Projeto de Navegação de Pacientes destinado a agilizar o atendimento dos usuários que estão na fila de espera de cirurgia da instituição. De acordo com a enfermeira navegadora Larissa Guimarães Neves e o sanitarista navegador Carlos Vinícius Freire Costa, a iniciativa se deu para dar resolutividade aos casos judicializados por meio de Ação Civil Pública.
“A gente começou, primeiramente, com os pacientes que estavam judicializados: os que têm uma Ação Civil Pública. Começamos com esses pacientes porque precisávamos dar uma resposta rápida para o Ministério Público. Então, não adianta a gente marcar uma consulta com o paciente e não resolver a vida dele. Desde então, tem dado certo”, explica Carlos Vinícius.
Agora, o foco está na expansão do projeto para as demais áreas do hospital. Larissa explica que, com o fim da fila dos pacientes que estavam judicializados, o objetivo passa a ser o atendimento aos usuários do Programa Agora Tem Especialistas (PATE), do Projeto de Terceiro Turno Cirúrgico e a Oferta de Cuidados Integrais (OCI).
Segundo os dois especialistas, a principal finalidade é mapear as necessidades pré-operatórias de cada usuário, logo após a consulta médica inicial, centralizando a marcação de exames e procedimentos. Para eles, é como “pegar na mão no paciente e guiá-lo por cada setor do hospital para que tudo esteja pronto assim que vagar um leito no centro cirúrgico”.
A grande vitória, ao adotar esse sistema de navegação, é evitar que indivíduos que moram muito longe do hospital venham mais de uma vez ao Bonsucesso, e deixar tudo pronto para que quando vague o leito cirúrgico, o usuário não perca a chance de ser operado por não estar com os exames todos prontos.
Além de toda a assistência médica, a equipe ainda oferece ao usuário um suporte que transcende a medicina. A equipe solicita transporte por aplicativo, entra em contato com familiares, para que o usuário consiga voltar de forma segura para casa.
“A gente também tenta evitar que o usuário passe por múltiplas abordagens cirúrgicas. É algo que eu gostaria que fizessem por mim ou pelos meus pais”, resumiu Larissa.
Créditos: Assessoria de Comunicação Social HFB/GHC.