Nessa terça-feira, dia 10 de março, o CAPS AD III – Passo a Passo, do Grupo Hospitalar Conceição, inaugurou um Banco Vermelho como ação de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa foi organizada pela Gerência de Atenção Primária à Saúde (GAPS) e pela Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam) do GHC com o objetivo de promover a reflexão e mobilização entre trabalhadores, usuários e comunidade. Esse é o primeiro Banco Vermelho inaugurado em um dos Centros de Atenção Psicossocial do GHC.
Símbolo de alerta contra o feminicídio o Banco Vermelho é uma intervenção artística que representa o sangue das mulheres vítimas de violência e também um sinal de “pare”, convidando a comunidade a sentar e refletir acerca da temática.
Na ocasião, estiveram presentes a diretora de Atenção à Saúde do GHC, Rosana Reis Nothen, a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, a gerente de Atenção Primária à Saúde do GHC, Gerusa Bittencourt, a coordenadora da Re-Humam, Débora Abel, e a coordenadora do CAPS AD III, Letícia Abruzzi Ghiggi.
A gerente de Atenção Primária à Saúde do GHC, Gerusa Bittencourt, destacou a importância da luta por direitos e contra a violência diária de gênero. “Infelizmente nós mulheres estamos em um momento muito crítico. Isso é um posicionamento. Precisamos nos posicionar pela vida das mulheres. Não queremos ser mais que os outros, só queremos igualdade. Nossa luta, assim como a luta da saúde mental, é uma luta diária. É uma luta pela liberdade e isso inclui também a vida das mulheres”, afirmou.
Em sua fala, a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, ressaltou a atual situação enfrentada pelas mulheres e salientou a igualdade de gênero como fator fundamental para o fim da violência diária. “Acho muito triste que em mais um ano estamos em um momento que poderia ser para pensarmos em ganhos e avanços para as mulheres, e estamos sendo resistência. Ainda precisamos reforçar que precisamos ser tratadas como iguais na sociedade. Precisamos pensar na relação do dia a dia, o que de fato promovemos entre nós, entre colegas e usuários. Se promovemos de fato autonomia e liberdade. Acho que esse é um momento de nos fortalecermos e firmarmos um compromisso de organizar processos que sejam democráticos e de autonomia. Só assim teremos uma sociedade mais igual, e isso só se faz no dia a dia, de acabar com a violência diária. Precisamos ter esse compromisso”, declarou.
A ocasião reuniu trabalhadores e usuários do GHC.
Créditos: Arthur Mayer