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03.03.2026 INOVAÇÃO

HNSC recebe visita técnica do Ministério da Saúde para implantação de UTI inteligente

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Equipe do GHC apresentou o funcionamento da estrutura de tecnologia da informação da UTI.
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Comitiva do Ministério da Saúde tirou dúvidas sobre fluxos e protocolos de trabalho.
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Grupo conferiu equipamentos que já são utilizados na UTI para verificar a necessidade de novas aquisições.
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Equipes do Ministério da Saúde, do Hospital Conceição e da holding do GHC em frente à UTI.
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Comitiva foi recebida pela diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação, Quelen Tanize Alves da Silva.

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) recebeu visita técnica de comitiva do Ministério da Saúde nesta terça-feira, 3 de março, que veio conhecer o parque tecnológico da instituição e verificar as necessidades para a instalação de uma UTI inteligente. O hospital foi selecionado para receber uma unidade automatizada dentro da nova Rede Nacional de Serviços Inteligentes e de Medicina de Alta Precisão do SUS, anunciada em novembro pelo Governo Federal. Além dele, o novo complexo hospitalar do GHC será modernizado como hospital de excelência do SUS e contará com serviços inovadores estruturados a partir da implantação de tecnologias digitais e inteligência artificial.

A iniciativa prevê a instalação de 14 UTIs inteligentes interligadas em 13 estados com serviços totalmente digitais, monitoramento contínuo e integração entre equipamentos e sistemas de informação. As tecnologias permitirão prever agravamentos, apoiar decisões clínicas, otimizar avaliações e ampliar a troca de conhecimento entre especialistas.

A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, voltado à expansão do atendimento especializado da rede pública. O uso de tecnologias como inteligência artificial e big data pode reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por atendimento de emergência, além de tornar o diagnóstico e a assistência especializada mais rápidos e precisos.

Na visita técnica desta terça-feira, os profissionais do Ministério da Saúde (SAES) se reuniram com a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, com os gerentes de Internação do HNSC, Gabriel Hey, e de Tecnologia da Informação do GHC, Marco Fisch, além de equipe técnica das duas gerências e da Diretoria de Atenção à Saúde. Eles conheceram os fluxos de trabalho na UTI, a disponibilidade de equipamentos e a rede de informática do local. A partir da visita aos hospitais contemplados, o grupo irá compilar as informações, verificar os equipamentos necessários e planejar a implantação das UTIs inteligentes.

Representaram o Ministério da Saúde na visita técnica a assessora de coordenação da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Ana Carolina Ferreira; a líder de Interoperabilidade na Rede Nacional de Dados em Saúde do DATASUS, Blanda Mello; o engenheiro de dados do DATASUS Renato Pereira; o engenheiro hospitalar Rodrigo Santos; e a engenheira clínica Yasmin Lobo.


Como funcionará a Rede Nacional de Serviços Inteligentes

Todas as unidades da Rede estarão conectadas a uma central nacional de pesquisa e inovação, integrada ao futuro Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, o primeiro hospital inteligente do Brasil. As UTIs serão instaladas em Belém (PA), Manaus (AM), Dourados (MS), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ).
A primeira etapa da proposta para a construção do hospital inteligente prevê um investimento de R$ 1,7 bilhão, viabilizado por meio da cooperação com o Banco dos BRICS. O Ministério da Saúde já entregou a documentação final para análise do pedido de financiamento. Com a aprovação da instituição, a expectativa é que os primeiros serviços da rede entrem em operação em 2026.

Com a parceria da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a participação de universidades e secretarias de saúde, oito hospitais serão modernizados, fortalecendo a rede de emergências e o cuidado em alta complexidade no SUS. Além do novo hospital do GHC, serão contemplados quatro hospitais federais do Rio de Janeiro, o novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Instituto do Cérebro do Rio e o novo hospital da Unifesp, na capital paulista.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforça a importância estratégica da nova estrutura digital para a modernização da saúde pública. “Estamos entrando em uma nova era de inovação do SUS. A implantação dessa rede nacional de serviços inteligentes tem um papel enorme para a saúde brasileira, que vai permitir que a população tenha acesso ao que tem de melhor em tratamento médico. E, além disso, também vamos produzir conhecimentos, pesquisas e contribuir para que o sistema de saúde seja um destaque global”, frisou.

Créditos: Ana Luiza Zancan Godoy com informações do Ministério da Saúde / Fotos: Chico Lisboa