Grupo Hospitalar Conceição
13.07.2017 DEBATE

Doença falciforme é tema de simpósio realizado no GHC

O encontro abordou os avanços e desafios em relação à doença
Mestre e doutora na Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, Melissa Creary (segunda da direita para a esquerda) falou sobre os desafios da doença falciforme.
Rosângela Vianna, Mauro Sparta, Sandro Franciscatto e Celso Procópio na mesa de cerimônia.
Técnica de nutrição do Hospital Fêmina Sônia Bispo cantou na abertura do evento.
Encontro contou com mais de cem participantes.

Em busca de uma discussão relacionada à doença falciforme e o preconceito que gira em torno dela, a Gerência de Apoio do Grupo Hospitalar Conceição, por meio da Participação Cidadã e da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir/GHC), realizou na tarde dessa quarta-feira, 12 de julho, o Simpósio Doença Falciforme: Desafios e Avanços no Cuidado e Tratamento da Doença, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida.

O evento contou com a participação de Melissa Creary, mestre e doutora na Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, que ressaltou que entre os principais desafios da doença estão a necessidade de coletar dados e informações sobre o assunto e o preconceito racial que a envolve, pois é mais prevalente na população negra.

O médico Fábio Moreno, responsável pelo Ambulatório de Hemoglobinopatias do Hospital Conceição, afirmou que, apesar de ser a doença genética mais comum do mundo, é sempre importante abrir discussão, pois ainda falta visibilidade.

O simpósio também contou com a presença da diretoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), representada pelo diretor técnico Mauro Sparta. Ele declarou “que dentro da complexidade do GHC, todos os assuntos que são inerentes à saúde são prioridade da direção técnica”. O diretor também ressaltou a importância da participação de Melissa Creary pelo conhecimento aprofundado, que enriqueceu o evento.

O GHC acompanha atualmente cerca de 80 pessoas com a doença.

Doença Falciforme

Doença Falciforme é uma doença hereditária causada por uma mudança no gene da hemoglobina. Os principais sintomas são anemia, dores ósseas e articulares e atraso no desenvolvimento infantil. É crônica e, se não houver tratamento necessário, a pessoa corre risco de morte. Apesar de ser a doença genética mais comum do mundo, são apenas 150 mil casos por ano no Brasil.

Creditos: Guilherme Bernst (Texto), Taina Flores (Fotos).